Slowhand: vida e obra de Eric Clapton!

30/03/2017

Seria praticamente impossível contar a história da música e da guitarra sem passar pela obra de Eric Clapton. O guitarrista britânico é, sem dúvidas, um dos maiores músicos em atividade atualmente e foi responsável por alguns dos maiores riffs da história.

Aproveitando que hoje, dia 30 de Março, o guitarrista completa 72 anos de vida, nossa homenagem será contar sua história, como uma forma de imortaliza-lo nas nossas publicações.


Capa do último álbum de Eric Clapton, chamado I Still Do (Foto: Estadão.com.br)

Eric Patrick Clapton nasceu em Ripley, na Inglaterra, em 1945. Clapton foi fruto de um breve caso entre sua mãe - com então 15 anos - e um aviador canadense que estava de passagem pela cidade que ainda sofria com a Segunda Guerra Mundial.

Como sua mãe era muito nova e a chance do fato virar um escândalo na pequena cidade, Clapton foi criado pelos seus avós maternos como se fosse um filho e como sua mãe fosse sua irmã mais velha.

Esse contexto fez com que o menino Eric se tornasse uma criança tímida, fechada e bastante introspectiva. Ele se interessava muito por arte e tinha os cadernos escolares repletos de desenhos.

Clapton começou a se interessar pela música aos nove anos, quando aprendeu a tocar flauta doce na escola. Aos treze, quando começou a trabalhar de carteiro, o menino ganhou da sua avó seu primeiro violão. Apesar da dificuldade - já que ele teve que aprender sozinho - Eric começou a criar sua própria técnica.

Em 1962, depois que terminou a escola, Clapton fez um curso introdutório de artes na Kingston School of Art e lá conheceu uma moça que o indicou para fazer parte da banda de seu namorado, Tom McGuiness. A banda chama-se The Roosters e fez algumas apresentações pela região durante o período que Clapton esteve no grupo.

Já em 1963, Eric Clapton ingressou na banda Yardbirds - que estava começando a se destacar na Inglaterra. O empresário do Yardbirds tinha um bar chamado CrawDaddy Club em Richmond e era um grande entusiasta do blues. Uma das bandas que se apresentavam no local era a recém-formada Rolling Stones e foi nessa época que Clapton fez amizade com Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones.


Rolling Stones em 1964 (Foto: Terry O’ Neil)

Com o sucesso latente da Yardbirds, a banda começou a fazer algumas alterações na estrutura de suas músicas, tornando-se mais pop - algo que desagradava Clapton que anunciou sua saída da banda em 1965. Depois de Clapton, a banda ainda teve outros dois guitarristas muito conhecidos como Jeff Beck e Jimmy Page.

The Yardbirs w/ Eric Clapton:

Depois de algum tempo da sua saída do Yardbirds, Eric Clapton entrou para a banda John Mayall & The Bluesbreakers onde fincou seus pés no blues e começou a ser efetivamente conhecido pelo seu talento no gênero musical, inspirando jovens guitarristas a grafitarem nos muros de Londres que "Clapton é Deus".

Na época, Clapton convivia com muitos músicos e amantes de blues. Era na sua casa que, inclusive, aconteciam festas e reuniões para escutar alguns dos mestres do gênero. Foi numa dessas reuniões que Clapton propôs a Jack Bruce e Ginger Baker a formação de um power trio que unisse todas as referências musicais que eles tinham em comum. Estava assim formado o Cream, um dos primeiros power trio da história do rock.

Cream - Sunshine of Your Love:


Ginger Baker (bateria), Jack Bruce (baixo/vocal) e Eric Clapton (guitarra/vocal) (Foto: Rockins.com.uk)

Foi nesse período, inclusive, que Clapton começou a refinar sua voz e fazia boa parte dos vocais do Cream ao lado de Jack Bruce. O Cream, apesar de ser considerada uma das maiores bandas de sua época, durou pouco tempo. As brigas constantes entre Ginger Baker e Jack Bruce fragilizaram a relação e a continuidade da banda.


George Harrison e Eric Clapton (Foto: Reprodução)

Harrison e Clapton começaram a se aproximar em meados de 1967 e, desde o início, tiveram uma simpatia natural pelo outro. Suas referências e preferenciais musicais eram muito parecidas e eles trocavam muitas dicas e novas descobertas relacionadas à guitarra e à música.

A interação entre os dois era tanta que Harrison foi um dos compositores de Badge, uma das músicas presentes no último disco do Cream, Goodbye.

Clapton, por sua vez, foi convidado por Harrison para tocar na faixa While My Guitar Gently Wheeps, do White Album, dos Beatles.

The Beatles - While My Guitar Gently Weeps:

Mas sem dúvidas, a história mais marcante entre os dois melhores amigos foi a que, inclusive, deu origem à uma das músicas mais conhecidas de Clapton: o triângulo amoroso entre Pattie Boyd, esposa de Harrison e Eric Clapton.

A história, digna de novela e repleta de reviravoltas, pode ser resumida no fato de que Harrison estava cada vez mais envolvido na cultura hindu e distante de casa - o que fazia sua esposa, Pattie Boyd, ficar extremamente chateada. Clapton, como era amigo do casal, ouvia constantemente as reclamações de Pattie e se aproximava cada vez mais dela. Essa paixão platônica e não-correspondida (num primeiro momento) resultou na canção Layla, uma das mais conhecidas de Clapton atualmente.

Eric Clapton - Layla:

Para quem se interessar em saber com (muito) mais detalhes essa história, pode acessar o site Whiplash, que contém uma parte traduzida do texto escrito pela própria Pattie Boyd no tablóide britânico Daily Mail a respeito do assunto.

A partir dessa época, Clapton resolveu sair um pouco dos holofotes e fez turnê como convidado Delaney and Bonnie and Friends. Foi Delaney Bramlett que, inclusive, insistiu para Eric Clapton voltar a cantar e compor.

Foi em 1970 que Clapton lançou seu primeiro disco em carreira-solo, intitulado Let it Rain.

Nessa época Clapton usava a banda de Delaney & Bonnie para acompanha-lo em turnê. Ao mesmo tempo que seu nome crescia, Clapton sentia-se incomodado com o estrelismo e por esse motivo resolveu, ao invés de usar seu nome para as apresentações, criou, numa brincadeira antes de um show, a banda Derek and The Dominos.

A banda era formada por Eric Clapton, Carl Radle (baixo), Bobby Whitlock (piano), Duane Allman (guitarra) e Jim Gordon (bateria) e, juntos, lançaram o álbum Layla and Other Assorted Love Songs - um dos trabalhos mais icônicos de Clapton até hoje.


Derek and The Dominos (Foto: Reprodução)

Mas a continuidade da banda, infelizmente, foi atravessada por obra do destino: a morte repentina do guitarrista Duane Allman num acidente de moto. Apesar da morte de Allman, a banda resolveu sair em turnê norte-americana, que resultou no álbum In Concert. O grupo acabaria, oficialmente, meses depois.

Apesar de seu sucesso, a vida pessoal de Clapton encontrava-se em estado deplorável. Além de sua paixão não-correspondida por Pattie Boyd, o músico parou de tocar e afundou-se no uso de drogas, principalmente heroína.

A única interrupção notável desse hiato foi sua participação no Concert for Bangladesh - organizado por George Harrison - e, depois, no "Rainbow Concert", organizado por Pete Townshend The Who para ajudar Clapton a largar as drogas.


Eric Clapton durante o Rainbow Concert, em 1973 (Foto: Som Mutante)

Quando Clapton já estava se recuperando de seu vício, ele lançou em 1974 e 1975, dois importantes álbuns da sua carreira: 461 Ocean Boulevard e E.C Was Here.

Logo após o lançamento desses dois trabalhos e alguns comentários polêmicos que fizeram com que a mídia e o público ficassem contra ele, Clapton teve uma recaída nas drogas e álcool, tendo que ser hospitalizado e internado em um local onde, mais tarde, fundaria um centro de reabilitação chamado Crossroads Center que, inclusive, existe até hoje.

O trabalho de Clapton é tão sério nesse sentido que o músico inclusive criou um evento chamado Crossroads Guitar Festival que visava arrecadar dinheiro para contribuir com o atendimento e tratamento de dependentes químicos.


Uma das edições do Crossroads Guitar Festival (Foto: Reprodução)

No começo dos anos 1990, a tragédia voltaria a atormentar a vida de Clapton em duas ocasiões. No dia 27 de agosto de 1990 o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente de helicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Essa tragédia resultou na música Tears in Heaven - uma bela homenagem de Clapton a seu filho.

Tears in Heaven - Eric Clapton:

Em 1993 Clapton lançou seu MTV Unppluged, que resultou ao músico o Grammy de 1993. Desde então, Clapton vem lançando ótimos álbuns, além de, em 2007, ter escrito sua autobiografia, contando detalhes de sua trajetória. Eric Clapton lançou, em 2016, o álbum I Still Do - que teve uma ótima recepção da crítica especializada e do público. O álbum, uma espécie de trajetória de vida narrada através de suas melodias, é uma excelente oportunidade para constatar que o músico e seu talento são primordiais para a história da música. Como o próprio nome de seu álbum diz, ele ainda FAZ.

Eric Clapton & Fender®: uma parceria histórica!


Eric Clapton e sua Blackie (Foto: Reprodução)

"No começo, apesar de ser muito fã de Buddy Holly e Buddy Guy - ambos tocavam com uma Strat - eu tocava predominantemente com uma Gibson Les Paul. Um dia, quando estava em turnê com Derek and the Dominos, em 1970, eu vi Steve Winwood com uma Stratocaster® branca e, inspirado por ele, fui a uma loja de guitarras em Nashville", comenta o músico.

"A loja tinha uma estante inteira de Stratocaster® antigas, de segunda mão. Eu poderia escolher uma Stratocaster® por trezentos dólares. Então, eu comprei todas elas. Eu dei uma para Steve Winwood, uma para George Harrison, uma para Pete Townshed e fiquei com algumas para mim", finaliza Clapton em sua autobiografia, lançada em 2007.

Clapton criou sua guitarra com base naquelas compradas na loja em Nashville, juntando pedaços de cada uma delas. Ele a apelidou carinhosamente de Blackie.

Essa foi uma das mais famosas guitarras de Clapton, que ele usou durante grande parte da sua carreira, até os anos 90. O músico doou sua Blackie para um leilão em benefício do centro de reabilitação Crossroads, fundado pelo próprio Clapton após sua cura do vício de drogas e álcool.

Atualmente o músico tem uma linha signature Fender® e também uma linha recorrente da categoria Custom Shop. Ambas, claro, disponíveis no Brasil.

Ele é, sem dúvidas, um dos músicos que melhor representam o espírito Fender® na história da música. Esperamos que muitas pessoas se inspirem no seu exemplo e, assim como ele, tenham paixão em fazer música bem feita com instrumentos de qualidade como os que nós fabricamos.

Eric Clapton - Tell the Truth (Live in San Diego):

Mais informações sobre toda linha de produtos disponíveis ao nosso mercado, visite o site oficial da Fender® no Brasil.

 
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